Enredo
/ Letra do Samba
(Refrão Principal)
No quarto de despejo a esperança floresceu
Carolina voice do morro e do papel
A Tijuca canta a escritora fiel
Onde o sonho nunca morreu.
(1ª Parte)
Por ser livre nas palavras
Condenaram meu saber
Fui a caneta que não reproduziu
A sina da mulher preta no Brasil
Eu sou filha dessa dor
Que nasceu no interior de uma saudade
Neta de Preto Velho que me ensinou os mistérios
Bitita cor retinta verdade.
(Refrão do Meio)
Os olhares da fome eram os meus
Justiça dos homens não é maior que a de Deus
Meu quarto foi despejo de agonia
A palavra é arma contra a tirania.
(2ª Parte)
Que tenta apagar nossa grandeza
Calar a realeza que resiste em nós
Dos salões da burguesia aos barracos do Borel
Onde nascem Carolinas não seremos mais os réus
Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados
Nas linhas da vida verbo na ferida deixei meu legado
Meu país nasceu com nome de mulher
Sou a liberdade mãe do Canindé
Muda essa história Tijuca
Tira do meu verso a força pra vencer
Reconhece o seu lugar e luta!